Após ter sido enganado por um fornecedor durante uma negociação feita através de uma ligação telefônica, o empresário Alexandre Costa decidiu criar um aparelho que pudesse gravar conversas telefônicas e desta forma comprovar as negociações.
A partir deste momento surgia a Pctel, que em abril de 2002 lançava seu primeiro modelo de gravador telefônico para computador.
Neste mesmo ano, através de um processo seletivo feito pela Incubadora de Empresas Inovadoras do CEFET-GO, a Pctel se tornou a primeira empresa incubada do Estado de Goiás, conseguindo suporte para profissionalização em gestão e marketing da empresa. Nesta fase a empresa obteve um grande avanço na área administrativa e tecnológica de seus produtos, sendo graduada em 2005.
Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento sempre colocaram a Pctel à frente de seus concorrentes, garantindo a maior parcela do mercado de gravadores telefônicos e uma respeitável carteira de clientes como Petrobrás, Vale do Rio Doce, Rede Globo, Perdigão, delegacias e Órgãos da Polícia Federal.
A Pctel foi a primeira empresa do país a lançar gravadores telefônicos para computador com interface USB, substituindo os modelos antigos. Também inovou nos aparelhos com identificador de chamadas e com gravação ativa, capazes de processar internamente os dados da conversa telefônica antes de repassá-los para o computador.
A mais recente inovação da Pctel demandou 18 meses de pesquisa, o gravador via rede IP. Ele permite que o usuário dispense o computador para digitalização e registro de suas conversas por telefone ou Voip (voz sobre IP). "É uma tecnologia muito avançada, por isso encontramos dificuldades até para encontrar componentes no exterior para o produto, afirma Alexandre." O caráter de inovação da empresa é tão marcante que alguns clientes chegam a questionar sobre o desenvolvimento e produção dos produtos que acontece nacionalmente.
A Pctel lança entre quatro e cinco novos produtos por ano e todas as inovações desenvolvidas foram feitas utilizando recursos próprios. "Precisávamos atingir um certo patamar, que estamos alcançando, para poder buscar recursos externos. De nada adiantaria procurar financiamentos ou investimentos antes de obtermos um certo valor agregrado", afirma Alexandre. O investimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento tem sido altíssimo todos os anos-40% do faturamento destinado à criação de novos produtos. O valor bruto por vezes supera o lucro anual da empresa. "Lucro mesmo só veremos daqui algum tempo", avalia. Para Alexandre, esse é o ônus das pequenas empresas inovadoras, que precisam investir cerca de cinco vezes mais em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) que as grandes empresas do seu setor para poderem competir - e se destacar - no mercado.
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